Pular para o conteúdo principal

PUNIÇÃO AO MAU TORCEDOR!!

Punição ao mau torcedor é uma das medidas de combate à violência nos estádios debatida em SC


O Ministério Público brasileiro tem encontro nesta quinta e sexta-feira (10 e 11 de fevereiro de 2011), na sede do Ministério Público de Santa Catarina (Rua Bocaiúva, 1.750, Centro, Florianópolis), para avaliar possíveis problemas e propor soluções conjuntas para acabar com a violência nos estádios de futebol. Na quinta-feira à tarde um grupo de trabalho formado por Promotores de Justiça terá uma reunião preparatória. Na sexta-feira, das 8h às 18h, a reunião será integrada também pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelo Ministério dos Esportes.

A Comissão Permanente de Adoção de Medidas dePrevenção de Combates à Violência nos Estádios faz parte do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), órgão que reúne a chefia dos Ministérios Públicos de todo o País. Os resultados da reunião que acontecerá em Florianópolis servirão de diretrizes para um trabalho nacional, envolvendo todos os clubes de futebol que estejam participando das competições estaduais e do Campeonato Brasileiro. A CBF e o Ministério dos Esportes deverão atuarem parceria para que as medidas deliberadas sejam implementadas.

Um exemplo de trabalho já realizado por essa Comissão do CNPG foi o que resultou na proibição da venda e do consumo de bebida alcoólica em todos os estádios do País nos jogos do Campeonato Brasileiro, em parceria com a CBF (leia notícia aqui). Agora, um dos assuntos a ser debatido pela comissão é o estabelecimento de medidas que garantam o afastamento do mau torcedor dos estádios - aquele que se envolve em episódios de violência. Outro é o cadastramento das torcidas organizadas.

Na sexta-feira a Comissão Permanente de Combate à Violência nos Estádios de Futebol também vai avaliar como está o cumprimento da medida que barrou as bebidas alcoólicas nos estádios e a atual situação dos mesmos em relação ao cumprimento das normas de segurança (prevenção contra incêndios, lotação adequada, dentre outros itens).

Em Santa Catarina, por exemplo, uma cooperação entre o Ministério Público e órgãos públicos e entidades resultou na fiscalização prévia de todos os estádios para garantir segurança ao torcedor no Campeonato Catarinense de Futebol de 2011. Alguns clubes tiveram restrições e precisaram adequar sua estrutura para obter liberação para os jogos. A parceria foi firmada pelo MPSC com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA/SC), Federação Catarinense de Futebol (FCF), Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina e Vigilância Sanitária Estadual. (Leia a notícia sobre o trabalho para o Campeonato Catarinense/2011.)

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Violência doméstica e pena criminal

Por que as pessoas estão mais sujeitas a serem objeto de violência e, até, vítimas de homicídio em seus próprios lares e pelas mãos de alguém a quem amam? E ainda: por que as mulheres que são humilhadas e sistematicamente objeto de sevícias e lesões, continuam a viver com seus algozes? Por que após uma cena de violência física segue-se, por vezes, um momento de redenção, em que os parceiros experimentam a sensação de estarem mais ligados emocionalmente? Essas e outras questões desafiam a perícia de psicólogos, terapeutas familiares, advogados e de todos quantos se interessem pelo problema. A violência doméstica possui características e contornos muito próprios. Nas relações violentas existe sempre um sentimento compartilhado, que é a raiva, mesclada a uma série de vivências emocionais, conjunto este que pode ou não ser exteriorizado, mas ele está lá, internamente.  Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos estados aprovaram leis específicas, diferenciando essa forma de violência dos...

Palavrões e descrição de atos de conotação sexual em sala de aula

(22.03.11) Uma professora do Colégio Inovação Ltda., da cidade de Bauru (SP), conseguiu reverter sua demissão por justa causa em demissão imotivada, que lhe dá direito ao recebimento das verbas rescisórias. Ela também vai receber reparação por danos morais no valor de R$ 5 mil reais. A professora foi dispensada sob a acusação de ter agido incorretamente e empregado palavrões em sala de aula. O fato ocorreu quando a professora falava aos alunos da 8ª Série do Ensino Fundamental a respeito de trotes violentos praticados na ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, integrante da Universidade de São Paulo. Segundo o colégio, a professora teria usado “palavras de baixo calão e descrito atos de conotação sexual de forma desvirtuada”, mas a decisão de demiti-la foi tomada somente após a escola receber carta do pai de uma aluna reclamando da conduta da professora. Sentindo-se injustiçada, ela ajuizou reclamação trabalhista pedindo, além da reversão da justa causa, indenização...

Trabalho juvenil no Brasil: análise sob a perspectiva de gênero

O cenário do trabalho juvenil elucida peculiaridades em relação às quais é necessária a reflexão. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) apresenta alguns fatos e números sobre a realidade brasileira que chamam a atenção. Vejamos: - Cerca de 23% da população brasileira é formada por jovens, dos quais 52,5% estão ocupados; - Cerca de 36% dos jovens brasileiros frequentam a escola. Destes, 71% só estudam e 14% estudam e trabalham; - Cerca de 52% dos jovens estão ocupados. Quase um terço deles recebe até um salário-mínimo; - Cerca de 22% dos jovens não estão estudando nem trabalhando, sendo que os mais afetados são as mulheres e os negros ou pardos. - As jovens mulheres que não estão estudando nem trabalhando dedicam, em média, mais de 26 horas por semana ao trabalho doméstico, enquanto entre os jovens homens essa carga é de menos de 11 horas. Múltiplos são os aspectos que justificam a precariedade do trabalho do jovem, a subutilização de sua força de trabalho, o seu desemp...