Pular para o conteúdo principal

Acesso à Justiça!

Seminário debate atendimento a morador de rua

Como é possível garantir o acesso à Justiça aos moradores de rua? Essa é apenas uma das questões que serão debatidas durante o Seminário “Atendimento Jurídico à População em Situação de Rua”, promovido pela Defensoria Pública de São Paulo, que ocorre na capital paulista nesta quarta e quinta-feira (8 e 9/6).

O objetivo do evento é capacitar defensores públicos, estudantes de Direito e agentes psicossociais acerca dos direitos e garantias das pessoas que vivem nas ruas.

O seminário faz parte de um amplo projeto da instituição que visa garantir o acesso à Justiça para as pessoas que vivem nas ruas e prevê a instalação, na capital, de um núcleo de atendimento jurídico voltado para essa população.

“A população em situação de rua vive em condição de completa e total invisibilidade, não está presente e não foi contabilizada nas estatísticas do IBGE. Essa situação começa a mudar. A Defensoria de São Paulo está engajada na luta pela cidadania das pessoas em situação de rua”, disse Daniela Cembranelli, defensora pública.

O segundo dia do evento conta, ainda, com a presença do secretário de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia, que irá discutir a política estadual de atendimento aos moradores de rua e a perspectiva de trabalho integrado com a Defensoria Pública. Logo após, a vice-prefeita da cidade de São Paulo e secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antônio, e o secretário municipal de Segurança Urbana, Edson Ortega, debatem as políticas em âmbito municipal.

Mutirão no Bela Vista

Vale lembrar, conforme já noticiado na revista ConJur, que nesse sábado, dia 11 de junho, acontece a segunda edição do Mutirão da Cidadania no Bela Vista, no centro de São Paulo, das 10h às 16h.

Trata-se de uma oportunidade para ter documentos emitidos gratuitamente, além de muitos outros serviços que representantes dos órgãos públicos, sociedade civil e empresas levarão aos moradores da região.


Fonte: Conjur

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Violência doméstica e pena criminal

Por que as pessoas estão mais sujeitas a serem objeto de violência e, até, vítimas de homicídio em seus próprios lares e pelas mãos de alguém a quem amam? E ainda: por que as mulheres que são humilhadas e sistematicamente objeto de sevícias e lesões, continuam a viver com seus algozes? Por que após uma cena de violência física segue-se, por vezes, um momento de redenção, em que os parceiros experimentam a sensação de estarem mais ligados emocionalmente? Essas e outras questões desafiam a perícia de psicólogos, terapeutas familiares, advogados e de todos quantos se interessem pelo problema. A violência doméstica possui características e contornos muito próprios. Nas relações violentas existe sempre um sentimento compartilhado, que é a raiva, mesclada a uma série de vivências emocionais, conjunto este que pode ou não ser exteriorizado, mas ele está lá, internamente.  Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos estados aprovaram leis específicas, diferenciando essa forma de violência dos...

Palavrões e descrição de atos de conotação sexual em sala de aula

(22.03.11) Uma professora do Colégio Inovação Ltda., da cidade de Bauru (SP), conseguiu reverter sua demissão por justa causa em demissão imotivada, que lhe dá direito ao recebimento das verbas rescisórias. Ela também vai receber reparação por danos morais no valor de R$ 5 mil reais. A professora foi dispensada sob a acusação de ter agido incorretamente e empregado palavrões em sala de aula. O fato ocorreu quando a professora falava aos alunos da 8ª Série do Ensino Fundamental a respeito de trotes violentos praticados na ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, integrante da Universidade de São Paulo. Segundo o colégio, a professora teria usado “palavras de baixo calão e descrito atos de conotação sexual de forma desvirtuada”, mas a decisão de demiti-la foi tomada somente após a escola receber carta do pai de uma aluna reclamando da conduta da professora. Sentindo-se injustiçada, ela ajuizou reclamação trabalhista pedindo, além da reversão da justa causa, indenização...

Trabalho juvenil no Brasil: análise sob a perspectiva de gênero

O cenário do trabalho juvenil elucida peculiaridades em relação às quais é necessária a reflexão. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) apresenta alguns fatos e números sobre a realidade brasileira que chamam a atenção. Vejamos: - Cerca de 23% da população brasileira é formada por jovens, dos quais 52,5% estão ocupados; - Cerca de 36% dos jovens brasileiros frequentam a escola. Destes, 71% só estudam e 14% estudam e trabalham; - Cerca de 52% dos jovens estão ocupados. Quase um terço deles recebe até um salário-mínimo; - Cerca de 22% dos jovens não estão estudando nem trabalhando, sendo que os mais afetados são as mulheres e os negros ou pardos. - As jovens mulheres que não estão estudando nem trabalhando dedicam, em média, mais de 26 horas por semana ao trabalho doméstico, enquanto entre os jovens homens essa carga é de menos de 11 horas. Múltiplos são os aspectos que justificam a precariedade do trabalho do jovem, a subutilização de sua força de trabalho, o seu desemp...