Pular para o conteúdo principal

STF lança o "Corte Aberta", o novo portal para divulgar dados sobre o tribunal

A reformulação do site da transparência permite a navegação e o acesso às estatísticas do STF de forma simples e intuitiva. Entre os dados disponibilizados, pode-se verificar informações como os processos em tramitação na Corte, os julgamentos em Plenário Virtual, a quantidade de decisões proferidas, histórico de temas de Repercussão Geral, taxa de provimento dos processos recursais, além das ações relacionadas à pandemia da covid-19, entre outros.

"Como resultado, as informações antes disponibilizadas na antiga página de estatística do Portal do STF e em outras páginas esparsas foram concentradas em um único hotsite, com proposta de visualização mais didática e amigável. Além disso, acrescentamos novos painéis e informações antes não disponíveis ao público, facilitando as pesquisas realizadas por acadêmicos, jornalistas e a sociedade em geral", disse o presidente do STF, Luiz Fux.

O programa reúne informações desde o ano 2000. Antes do Corte Aberta, era possível acessar dados de 2010 em diante. A partir de agora, as estatísticas mais antigas foram incorporadas às consultas, assim como foram incluídos filtros por partes processuais, tempo de tramitação e outros indicadores.

O Supremo Tribunal Federal lançou nesta quarta-feira (11/5) o seu novo portal da transparência, o Programa Corte Aberta. Por meio do novo site, o Tribunal disponibiliza à população a base de dados do STF de forma ampla e transparente.

O site também facilitará a obtenção de dados, com a possibilidade de baixar os dados no formato .csv — o que atende aos requisitos de dados abertos. A nova estruturação permitirá maior confiança e precisão por parte dos cidadãos, pesquisadores e jornalistas que acessarem as informações estatísticas do Supremo.

"É um programa de governança de dados, com foco na transparência ativa do Tribunal. A equipe do Corte Aberta, com técnicos de informática, estatísticos, desenvolvedores, analistas jurídicos, assessores de imprensa e designers, desenvolveu nos últimos meses um trabalho complexo e multidisciplinar, agora disponível ao cidadão brasileiro", finalizou o secretário-geral da Corte, Pedro Felipe de Oliveira Santos, que coordenou os trabalhos do programa.


Fonte: ConJur

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Violência doméstica e pena criminal

Por que as pessoas estão mais sujeitas a serem objeto de violência e, até, vítimas de homicídio em seus próprios lares e pelas mãos de alguém a quem amam? E ainda: por que as mulheres que são humilhadas e sistematicamente objeto de sevícias e lesões, continuam a viver com seus algozes? Por que após uma cena de violência física segue-se, por vezes, um momento de redenção, em que os parceiros experimentam a sensação de estarem mais ligados emocionalmente? Essas e outras questões desafiam a perícia de psicólogos, terapeutas familiares, advogados e de todos quantos se interessem pelo problema. A violência doméstica possui características e contornos muito próprios. Nas relações violentas existe sempre um sentimento compartilhado, que é a raiva, mesclada a uma série de vivências emocionais, conjunto este que pode ou não ser exteriorizado, mas ele está lá, internamente.  Nos Estados Unidos, por exemplo, muitos estados aprovaram leis específicas, diferenciando essa forma de violência dos...

Palavrões e descrição de atos de conotação sexual em sala de aula

(22.03.11) Uma professora do Colégio Inovação Ltda., da cidade de Bauru (SP), conseguiu reverter sua demissão por justa causa em demissão imotivada, que lhe dá direito ao recebimento das verbas rescisórias. Ela também vai receber reparação por danos morais no valor de R$ 5 mil reais. A professora foi dispensada sob a acusação de ter agido incorretamente e empregado palavrões em sala de aula. O fato ocorreu quando a professora falava aos alunos da 8ª Série do Ensino Fundamental a respeito de trotes violentos praticados na ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, integrante da Universidade de São Paulo. Segundo o colégio, a professora teria usado “palavras de baixo calão e descrito atos de conotação sexual de forma desvirtuada”, mas a decisão de demiti-la foi tomada somente após a escola receber carta do pai de uma aluna reclamando da conduta da professora. Sentindo-se injustiçada, ela ajuizou reclamação trabalhista pedindo, além da reversão da justa causa, indenização...

Trabalho juvenil no Brasil: análise sob a perspectiva de gênero

O cenário do trabalho juvenil elucida peculiaridades em relação às quais é necessária a reflexão. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) apresenta alguns fatos e números sobre a realidade brasileira que chamam a atenção. Vejamos: - Cerca de 23% da população brasileira é formada por jovens, dos quais 52,5% estão ocupados; - Cerca de 36% dos jovens brasileiros frequentam a escola. Destes, 71% só estudam e 14% estudam e trabalham; - Cerca de 52% dos jovens estão ocupados. Quase um terço deles recebe até um salário-mínimo; - Cerca de 22% dos jovens não estão estudando nem trabalhando, sendo que os mais afetados são as mulheres e os negros ou pardos. - As jovens mulheres que não estão estudando nem trabalhando dedicam, em média, mais de 26 horas por semana ao trabalho doméstico, enquanto entre os jovens homens essa carga é de menos de 11 horas. Múltiplos são os aspectos que justificam a precariedade do trabalho do jovem, a subutilização de sua força de trabalho, o seu desemp...