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STJ valida identificação feita pela vítima por meio de fotos nas redes sociais

É válida a identificação de autoria do crime feita pela vítima quando ela própria vai às redes sociais e encontra fotos do suspeito. Com esse entendimento, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça denegou a ordem em Habeas Corpus impetrada por um homem acusado de roubo a mão armada.

A posição representa um distinguishing (uma distinção) em relação aos precedentes firmados pelo STJ no sentido de que o reconhecimento por fotografia não serve para embasar condenação criminal, pois desrespeita o rito previsto no artigo 226 do Código de Processo Penal.

No caso, a vítima foi surpreendida por três criminosos ao abrir a garagem de casa. Ela foi rendida e teve bens roubados. Um dos criminosos era conhecido no bairro. Assim, a vítima foi às redes sociais e encontrou fotos dele, as quais apresentou à polícia um mês depois, quando foi chamada para fazer o reconhecimento em um banco de imagens.

Para o Tribunal de Justiça de São Paulo, essa conduta reforça a segurança da identificação do criminoso. Relator no STJ, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca concordou com a tese e destacou que, da forma como o caso concreto se deu, não há a hipótese de haver indução ao reconhecimento de alguém que pode não ter praticado o crime.

"Caem por terra todas as basilares que levaram à inovação jurisprudencial quanto ao reconhecimento de pessoa: o identificador não poderia ter sido induzido ao apontamento pelos agentes de segurança, tendo ele próprio reconhecido o réu em redes sociais antes do comparecimento na delegacia, sendo desarrazoado punir a vítima com a anulação da diligência simplesmente por ela ter reconhecido o agressor antes das formalidades em delegacia", avaliou o ministro. A votação foi unânime.

HC 793.886


Por Danilo Vital
Fonte: Conjur

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